Aqui vai uma dica super simples, rápida e fácil.
Eu tava no dilema com os insulfilmes que vieram na Virgínia, já havia procurado alguns tutorias de como retirar a película, como por exemplo com steamer de roupas e secador de cabelo. O steamer eu não tenho e o secador não deu nada certo! Aí já tinha meio que desistido e a melhor ideia parecia pagar alguém pra fazer isso, e obviamente não sairia barato pois "essa película é bem ruim de tirar moça".
Mas eis que um belo dia, eu tava fazendo a barba de um cliente no salão que eu trabalho e reparei que a toalha quente que era colocada no rosto fazia bastante vapor, e fui associando algumas coisas tipo vapor + cola + película = descolamento. E resolvi fazer o teste em 9 janelas da kombi, que deu muito certo!!! \o/ (essa super técnica vale para adesivos toscos também)
Ingredientes:
- um pano que cubra boa parte do vidro,
- um recipiente térmico (tipo caixa de isopor),
- água quente,
- espátula.
Receita:
O recipiente térmico vai garantir que a água se mantenha quente por mais tempo e você não precise ficar esquentando ela o tempo todo para cada janela.
Molhe o pano na água (certifique-se que ela não esteja quente demais para não queimar sua mão) e torça pra tirar o excesso. Posicione o pano sobre o vidro. O vapor vai fazer com que o plastico do insulfilm se desprenda... use a espátula para riscar o plástico e a partir do corte raspe para que toda a película seja retirada.
É muito fácil e prático ;)
Desculpem a má/péssima qualidade do vídeo, mas espero que ajude
sábado, 12 de setembro de 2015
segunda-feira, 31 de agosto de 2015
Dia Nacional da Kombi, Dia Universal e Astral da Dani
| te prometo muito chão ainda pela frente |
Pois bem! Fomos então até o estacionamento da Copava no Cabral com a minha mãe e a Frida, onde seria a festa das VW Bus. Logo na chegada fomos nos arrepiando com as que estavam estacionadas nas ruas por não terem cabido no pátio da concessionária. O sol estava escaldante e os olhos brilhando! O primeiro ponto de parada seria no Kombi n' Coffee que presenteariam a Dani com um latte gelado pra refrescar aquela manhã super quente, e pra mim e pra minha mãe um capuccino gelado acompanhado de dois mini-brownies deliciosos! Trocamos uma ideia muito legal com a Karin e o Tobi que encheu muito os nossos corações de boa esperança e certeza de reformar a Virgínia pra botar ela na estrada com o nosso projeto. A Karin pelo jeito já manja muito da mecânica da kombi deles, e a gente quer chegar lá também.
No evento tinha gente de muitos lugares, indo para muitos lugares, como por exemplo um casal de Bal. Camboriú que estavam vendendo camisetas, almofadas... para levantar fundos pra no ano que vem dar início à sua jornada pelo mundo que começaria, óbvio, pelo Brasil. O projeto se chama Mundo em verde e amarelo e a gente também se inspirou muito neles! Nos entusiasmamos tanto com o sonho de todos que estavam lá, com a coragem, com a paixão deles, que pasmem! esquecemos de perguntar "ei! essa lataria bonita aí da sua kombi você fez com quem??". Aliás, no início até perguntamos pra uma ou duas pessoas, mas as respostas não foram muito animadoras. Parece mesmo muito difícil, quase impossível, encontrar um latoeiro de confiança que faça um bom serviço. Mas ganhamos alguns folders de gente que trabalha reformando kombi, vamos ligar mais tarde e torcer pra que não seja absurdamente caro como já vimos em outros lugares não especializados.
Por fim, conhecemos um hippie - o que seria de um evento de kombis sem pelo menos um hippie? - que ao final de termos comprado alguns artesanatos e tirado fotos, nos ofereceu seus piolhos durante o abraço de despedida, hahaha.
| kombi pirata sendo grafitada lá na hora |
| a Virgínia ganhou um presente também |
domingo, 23 de agosto de 2015
Fé em Deus e pé na tábua
Estivemos este tempo ausente do blog para cuidar dos reparos necessários para a Virgínia poder voltar a rodar. Foram várias idas e idas em alguns mecânicos, uns já estão até ficando familiares (é muito difícil achar um que se possa confiar). E o resultado foi ótimo, comprovando a ideia de que a reforma da Kombi vai deixá-la preparada para muitos kms.
Depois de alguns testes pela cidade e pequenos passeios, neste domingo, dia 23 de agosto, a Virgínia finalmente estreou de verdade na estrada. Percorrendo 120 km, ida e volta, de Curitiba até o município de Palmeira com 3 amigos, o Aníbal, minha xará Dani e nossa parceira canina de vida, a Frida. Paramos num vale cheio de riachos, árvores e churrasqueiras - o Recanto dos Papagaios!!!
O Recanto foi uma prova do gostinho de felicidade que é estar na estrada. Eu que sou motorista de primeira viagem nas rodovias, achei a ida tranquila, a BR277 que pegamos está em ótimo estado, o que faz jus ao preço do pedágio (R$7,10). Chegando lá demos de cara com muitos pinheiros cercando o vale e logo em seguida uma chuva de pinhas nos pegou de surpresa, dá-lhe voltar pra kombi! Depois do perigo ter passado, descemos entre os pinheiros e atravessamos o rio, com uma vista muito bonita de todos os lados.
Escolhemos uma dentre as várias churrasqueiras, uma coberta, porque sabíamos que a chuva estava próxima. Graças ao mestre-churrasqueiro e gaúcho, tchê Aníbal, nos fartamos de carne junto a uma família que estava usando o mesmo espaço, por sinal muito queridos que nos ofereceram alguns petiscos. Enquanto estávamos comendo, começou uma chuva bem forte e tinha um grupo grande de pessoas tentando sem sucesso assar sua carne numa churrasqueira aberta. Chamamos eles para compartilhar o espaço aonde estávamos que era grande e coberto, e esse encontro deu numa roda de viola com samba, sertanejo caipira e aquelas músicas tipo Boate Azul que todo mundo sabe cantar, menos eu. Conhecê-los, trocar ideia, cantar, tocar e comer juntos, tomando uma cervejinha (pra mim sem álcool) e vendo a chuva cair, são essas experiências que queremos na estrada. Porque como diz o poeta:
"a vida não é brincadeira, não. a vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro nessa vida"
Ps: a Sté tá trabalhando para fazer o estofamento do banco e desenvolvendo alguns projetos para o banco-cama, isolamento térmico e outras cositas más. O próximo post vai ser sobre isso, alguns hand-made e coisas que nós mesmas vamos fazer na Virgínia.
Até mais!
Depois de alguns testes pela cidade e pequenos passeios, neste domingo, dia 23 de agosto, a Virgínia finalmente estreou de verdade na estrada. Percorrendo 120 km, ida e volta, de Curitiba até o município de Palmeira com 3 amigos, o Aníbal, minha xará Dani e nossa parceira canina de vida, a Frida. Paramos num vale cheio de riachos, árvores e churrasqueiras - o Recanto dos Papagaios!!!
O Recanto foi uma prova do gostinho de felicidade que é estar na estrada. Eu que sou motorista de primeira viagem nas rodovias, achei a ida tranquila, a BR277 que pegamos está em ótimo estado, o que faz jus ao preço do pedágio (R$7,10). Chegando lá demos de cara com muitos pinheiros cercando o vale e logo em seguida uma chuva de pinhas nos pegou de surpresa, dá-lhe voltar pra kombi! Depois do perigo ter passado, descemos entre os pinheiros e atravessamos o rio, com uma vista muito bonita de todos os lados.
Escolhemos uma dentre as várias churrasqueiras, uma coberta, porque sabíamos que a chuva estava próxima. Graças ao mestre-churrasqueiro e gaúcho, tchê Aníbal, nos fartamos de carne junto a uma família que estava usando o mesmo espaço, por sinal muito queridos que nos ofereceram alguns petiscos. Enquanto estávamos comendo, começou uma chuva bem forte e tinha um grupo grande de pessoas tentando sem sucesso assar sua carne numa churrasqueira aberta. Chamamos eles para compartilhar o espaço aonde estávamos que era grande e coberto, e esse encontro deu numa roda de viola com samba, sertanejo caipira e aquelas músicas tipo Boate Azul que todo mundo sabe cantar, menos eu. Conhecê-los, trocar ideia, cantar, tocar e comer juntos, tomando uma cervejinha (pra mim sem álcool) e vendo a chuva cair, são essas experiências que queremos na estrada. Porque como diz o poeta:
"a vida não é brincadeira, não. a vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro nessa vida"
Ps: a Sté tá trabalhando para fazer o estofamento do banco e desenvolvendo alguns projetos para o banco-cama, isolamento térmico e outras cositas más. O próximo post vai ser sobre isso, alguns hand-made e coisas que nós mesmas vamos fazer na Virgínia.
Até mais!
segunda-feira, 20 de julho de 2015
E aqui vamos nós!!!
Você já teve um sonho, que nunca saiu da sua cabeça, mas que parecia loucura ou utopia demais pra ir atrás? Até que um dia te dá um estalo de que a única barreira pra realização disso é você mesmo que está colocando, e então de um dia pro outro, aí está: seu sonho, brilhando na sua cara boba!
Tá bom, deixa eu começar do começo. Nesse momento da minha vida eu tenho 26 anos de idade. Desde adolescente eu sempre idealizei ter uma Kombi, também conhecida como VW Bus, mas sei lá porquê nunca empenhei nenhum esforço nisso, até que um dia desses conversando com a minha namorada sobre planejamentos de viagens, uma vida meio nômade, conhecer esse leque infinito de cultura e gastronomia que o nosso país tem, sair da zona de conforto e desse sistema de produção/consumo inconsciente, all work and no fun,que veio a idéia! Uma kombi seria uma parceira per-fei-ta para o ponta-pé nessa experiência, e literalmente o carro-chefe dessa jornada. Aí por curiosidade fui dar uma olhada nos preços desse velho utilitário em sites de compra e venda e descobri que afinal de contas esse sonho custava barato, e que mesmo eu não tendo todo o dinheiro, faltava pouco. A vontade imediata de fazer uma loucura foi irresistível!
Para isso, eu contei com a ajuda do meu pai, que com certeza foi um companheiro fundamental nessa busca, e que agora me deixa muito feliz por termos nos aproximado mais. E então, surpreendentemente, desde a primeira olhada até a finalização da compra, foram necessários 3 domingos de pesquisa e descarte até encontrar a Virgínia! Foi amor a primeira vista. Se você olhar vai achar que é só uma carcaça de um ferro velho. Mas não se deve jamais ignorar, na vida, pra qualquer coisa, quando os seus olhos brilham. E pela VW Clipper ano 97 meus olhos brilharam e eu soube que era pra ela ser minha.
Pois bem, corre atrás então de resolver todos os documentos em débito, assina a data errada no documento de transferência no cartório, corre atrás de um despachante pra consertar a cagada e mandar tudo pro Detran a tempo, esquece mais um punhado de coisas que não se deve esquecer, coooorre mais um pouco.... ufa! Já é domingo de novo e eu to indo buscar a Virgínia no prédio do meu pai, junto com a Dani, a única entre nós duas que tem carteira de motorista.
O caminho de lá até a minha casa foi adrenalina pura! Pra começar tivemos que entrar pela porta dos fundos, em cima do motor, porque as outras não abriam com a chave. A folga (e que folga!) no volante e o emperramento no câmbio pra trocar de marcha, deixaram a Dani bem nervosa, e consequentemente eu também como co-pilota. Mas chegamos, e chegamos com tudo! Já deu pra sentir que nossas experiências com ela serão no mínimo incríveis!
Esperamos que vocês embarquem junto com a gente e apreciem a viagem!
Tá bom, deixa eu começar do começo. Nesse momento da minha vida eu tenho 26 anos de idade. Desde adolescente eu sempre idealizei ter uma Kombi, também conhecida como VW Bus, mas sei lá porquê nunca empenhei nenhum esforço nisso, até que um dia desses conversando com a minha namorada sobre planejamentos de viagens, uma vida meio nômade, conhecer esse leque infinito de cultura e gastronomia que o nosso país tem, sair da zona de conforto e desse sistema de produção/consumo inconsciente, all work and no fun,que veio a idéia! Uma kombi seria uma parceira per-fei-ta para o ponta-pé nessa experiência, e literalmente o carro-chefe dessa jornada. Aí por curiosidade fui dar uma olhada nos preços desse velho utilitário em sites de compra e venda e descobri que afinal de contas esse sonho custava barato, e que mesmo eu não tendo todo o dinheiro, faltava pouco. A vontade imediata de fazer uma loucura foi irresistível!
Para isso, eu contei com a ajuda do meu pai, que com certeza foi um companheiro fundamental nessa busca, e que agora me deixa muito feliz por termos nos aproximado mais. E então, surpreendentemente, desde a primeira olhada até a finalização da compra, foram necessários 3 domingos de pesquisa e descarte até encontrar a Virgínia! Foi amor a primeira vista. Se você olhar vai achar que é só uma carcaça de um ferro velho. Mas não se deve jamais ignorar, na vida, pra qualquer coisa, quando os seus olhos brilham. E pela VW Clipper ano 97 meus olhos brilharam e eu soube que era pra ela ser minha.
Pois bem, corre atrás então de resolver todos os documentos em débito, assina a data errada no documento de transferência no cartório, corre atrás de um despachante pra consertar a cagada e mandar tudo pro Detran a tempo, esquece mais um punhado de coisas que não se deve esquecer, coooorre mais um pouco.... ufa! Já é domingo de novo e eu to indo buscar a Virgínia no prédio do meu pai, junto com a Dani, a única entre nós duas que tem carteira de motorista.
O caminho de lá até a minha casa foi adrenalina pura! Pra começar tivemos que entrar pela porta dos fundos, em cima do motor, porque as outras não abriam com a chave. A folga (e que folga!) no volante e o emperramento no câmbio pra trocar de marcha, deixaram a Dani bem nervosa, e consequentemente eu também como co-pilota. Mas chegamos, e chegamos com tudo! Já deu pra sentir que nossas experiências com ela serão no mínimo incríveis!
| (passando cagaço) |
Enquanto a Dani foi trabalhar eu já comecei a limpeza na bichinha, e não imaginava encontrar tantos podres na lataria quanto encontrei. Tirei todos os bancos e os tapetes e amanhã vou dar um belo banho a "vap" nela e chamar um mecânico pra ver qual o estado real da coisa toda. Eu sei que tem muuuita coisa pra fazer na Virgínia, tanto na mecânica quanto na funilaria, a gente quer pintar ela também e deixar bi-color. Aliás, minha cabeça nesse momento está um turbilhão de idéias de como deixá-la cada vez mais com a nossa cara, mas tudo isso eu vou fazendo aos poucos, sem pressa. Queremos participar o máximo possível de toda a reforma, com nossas próprias mãos. Com o blog nós vamos registrando cada passo do processo de restauro e transformação e contando nossas vivências com o novo membro da família, a Virgínia.
Esperamos que vocês embarquem junto com a gente e apreciem a viagem!
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